A Escola de Música Guilhermina Suggia

Situada no centro da cidade do Porto, a EMGS é uma escola de Ensino Artístico Especializado da Música fundada em 2002, com autonomia pedagógica, contando com o apoio do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA, através da celebração do  Contrato de Patrocínio com o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA, através da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), ao abrigo das disposições aplicáveis do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, da Portaria n.º 225 de 30 de julho de 2012, bem como outros despachos presentes no devido Contrato.

A EMGS funciona num edifício da Rua D. Manuel II, no Porto, cedido em testamento, no ano 2000, pela engenheira Ilda Moura à Fundação Musical dos Amigos das Crianças, denominada atualmente por Academia Musical dos Amigos das Crianças, com a intenção de criar na cidade do Porto uma escola que seguisse os princípios sociais e artísticos dessa instituição.m 2002 dá-se a criação, implementação e abertura da escola à comunidade. No ano de 2004 é atribuída a Autorização Provisória de Funcionamento com Estatuto de Ensino Particular e Cooperativo do Ensino Artístico Especializado de Música. Em 2007 é atribuída a Autorização Definitiva de Funcionamento.

A partir de 2016, a EMGS traça novos objetivos pedagógicos e institucionais que reforçam a sua identidade própria e a sua predisposição especial para a educação e formação específica para a música num sentido artístico global, abrindo a sua oferta formativa a outros estilos musicais e a outras artes — o que a tem diferenciado de outras escolas, designadamente aquelas que operam na mesma cidade.

É por isso que a EMGS tem vindo a crescer em número de alunos e a afirmar-se como escola de grande mérito formativo e educacional, comprova-o o reconhecimento de toda a comunidade educativa, das escolas protocolares e entidades parcerias pela EMGS, pela sua elevada qualidade de ensino e programação artística.




A Academia Musical dos Amigos das Crianças | AMAC

A AMAC, uma associação cultural sem fins lucrativos, é a entidade tutelar de duas escolas de Música: a Escola de Música Vecchi-Costa (EMVC), em Lisboa, e a EMGS, no Porto. Como a Escola de Música Vecchi-Costa tem a sua sede nas instalações da AMAC, a escola assume muitas vezes a designação da associação e é assim comummente referida.

Mais recentemente, no ano de 2014, a associação teve de procede à alteração da sua denominação como pessoa coletiva, deixando de se chamar Fundação Musical dos Amigos das Crianças, nome como foi conhecida durante 60 anos, passando a designar-se como Academia Musical dos Amigos das Crianças
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Ao criar em 1953 a Fundação Musical dos Amigos das Crianças, Adriana de Vecchi teve o apoio de diversas personalidades – das quais se destacam Sofia Abecassis e Ricardo Espírito Santo, além de seu marido, o Professor e violoncelista Fernando Costa. Desde o seu início, e ao longo do tempo, Adriana de Vecchi contou com o valioso apoio de expoentes da cultura portuguesa, como Elisa de Sousa Pedroso, D. Olga de Robillant-Marquesa de Cadaval, João de Freitas Branco, Silva Pereira, Humberto d’Ávila, Silva Dionísio, António Vitorino d’Almeida, Pedro do Prado e tantos outros.
A Escola de Música da AMAC, atividade principal da associação, iniciou a sua acção pedagógica a 29 de junho de 1953, sendo os Estatutos da AMAC aprovados em 1954.

Nesse ano foi criada a Orquestra Juvenil de Instrumentos de Arco da AMAC, à qual Fernando Costa imprimiu o seu cunho característico que ainda hoje persiste. É curioso observar que a Orquestra Juvenil da AMAC é hoje a mais antiga formação orquestral com funcionamento ininterrupto em Portugal. Desta orquestra saíram os primeiros jovens, na década de 60, para os quadros da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, que mais tarde tomou a designação de Orquestra Sinfónica da RDP. Outros integraram a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra do TNSC e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, outros, ainda, são hoje professores de música e nomes relevantes no panorama musical, tanto a nível nacional como internacional, prestigiando, pela sua notória atividade, a instituição que os iniciou na música.

Com a morte de Fernando Costa em 1973, Adriana de Vecchi chamou para o seu lado Leonardo de Barros – um dos primeiros estudantes que frequentaram a Escola – seu aluno dileto e de Fernando Costa. Leonardo de Barros, jovem solista da Orquestra Sinfónica da RDP, assume então, em simultâneo, a Vice-Presidência da AMAC. Na direção da Orquestra Juvenil permanecerá durante mais de 30 anos, entre 1975 e 2009.

Em 1985 a AMAC foi agraciada pelo governo português com a medalha de Mérito Cultural. Entretanto, a fim de consolidar e dar continuidade ao projeto, novas colaborações surgiram nos novos Órgãos Sociais da AMAC preparando a Instituição para o séc. XXI. Com o falecimento de Adriana de Vecchi em 1995, Leonardo de Barros assume a Direção da Instituição, que passa a contar com a colaboração do pianista Jorge Moyano, também ele antigo aluno da AMAC, como Vice-Presidente.

Novas equipas vão tomando posse a partir de 2010 constituídas por antigos alunos. A atual direção da AMAC é presidida pelo antigo aluno e prestigiado violetista e compositor, Alexandre Delgado.

Mercê do apoio de diversos mecenas, entre os quais se destaca uma amiga associada, Ilda Aurora Pinheiro de Moura Machado (Primeira Meteorologista portuguesa), a AMAC pôde desenvolver-se, profissionalizar-se ainda mais e garantir os meios financeiros que lhe permitiram não só expandir-se para o Porto – com a criação da EMGS em 2002 – mas também adquirir instalações próprias em Lisboa, mais espaçosas e adequadas.
A AMAC, com sede na Rua Dom Luís I, 19, 1º andar, 1200-149 Lisboa, possui Autonomia Pedagógica no âmbito do ensino artístico especializado e tem protocolos celebrados com várias escolas do ensino regular.

A AMAC comemora no ano letivo 2018/2019 os seus 65 anos de atividade, prosseguindo a sua missão, com seu caráter pedagógico inovador e o papel de referência que desempenha no sistema de ensino especializado de música em Portugal, o qual tem sido o seu paradigma ao longo de seis décadas de existência. Mantêm-se, certamente, os laços afetivos de todos os que passaram pelas duas escolas como colaboradores, sócios, funcionários, professores e alunos.